Paciente: Sexo feminino. Vinte anos.
Estresse pós-traumático. Alucinações visuais.
Avistamentos de um vulto, o "homem grande".
Cartas de tarô, de origem desconhecida.
Muda.
Mora só.
Mostrando postagens com marcador Pablo Chasseraux. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pablo Chasseraux. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Três prêmios no CineSerra!



Kassandra fez bonito na premiação da segunda edição do CineSerra (Festival Audiovisual da Serra Gaúcha). Em premiação que ocorreu no dia 26/10, no último domingo, no Teatro do Sesc de Caxias do Sul, o curta recebeu três prêmios na categoria Ficção Estadual (acima).

Levamos para casa as seguintes categorias:

  • Melhor Fotografia para Pablo Chasseraux, Esse é seu segundo prêmio pelo preto-e-branco do filme -- o primeiro foi no Festival de Gramado.
  • Melhor Direção de Arte para Ana Gusson. Kassandra é apenas seu segundo curta assinando a função. O primeiro, o belo A Princesa e a Ervilha, pode ser visto aqui. 
  • Melhor Trilha Sonora para Chico Pereira, que trabalha com o diretor Ulisses da Motta Costa desde o primeiro curta de ambos, O Gritador (2006). Esse é o primeiro prêmio recebido pelo compositor pelo seu trabalho com trilhas. 
A lista de todos os vencedores pode ser vista aqui. Vale ressaltar que Kassandra está 100% de aproveitamento quando selecionado para mostras competitivas!

Abaixo, transcrevemos os textos escritos pelo diretor Ulisses da Motta Costa e pelo compositor Chico Pereira nos seus perfis de Facebook:

Ulisses:

Enfim, na ordem de recebimento: Melhor Trilha para Chico Pereira (e eu sei o quanto que esse prêmio é importante pra ti, meu amigo, e que ele te mostre que o caminho que tu optou seguir está certo), Melhor Direção de Arte para a Ana Gusson (e confesso, Aninha, que fiquei emocionado ao ouvir teu nome ser anunciado: lembrei quando tu me agradeceu dizendo "obrigado por ter acreditado em mim", porque tu achava que eu estava te convidando para ser tipo assistente de arte, e não a encarregada da área toda), Melhor Fotografia (o segundo que o Pablo Chasseraux recebe pelo filme -- e eu acho que ainda é pouco e que ele merece muito mais).
Junto, agradecimentos a todos que atuaram diretamente com os vencedores: Marcelo Santos, Lígia Tiemi Sumi, Victor Hugo Fiuza, Jack Ritter, Ramona Barcellos, as gurias do figurino e maquiagem Isabela Montano Boessio e Giulia De Cesero -- e um super agradecimento ao Roberto Coutinho, por ter auxiliado não só o Chico na trilha em longas gravações no Ampli Studio, como também a Ana nas correrias da arte. Tu é o cara!

Chico:
Há quase 2 anos, tomei uma decisão importantíssima: larguei o jornalismo para me dedicar aos projetos de música. Trabalhos estes que foram aparecendo cada vez mais, até chegar em 2014 e eu poder me orgulhar de estar em duas bandas incríveis, dando aulas de guitarra e violão e compondo músicas para filmes, publicidade e games.

(...)

O resultado de toda esta parte do ônus é que cheguei no final de outubro esgotado, mental e fisicamente. Viver trabalhando com cultura e arte é uma luta infinita, uma briga na qual a gente entra sempre sem armas nas mãos, e um processo constante de ter que provar pra todo mundo que o teu trabalho é bom e merece atenção.

Pois eu havia chegado num ponto em que não estava convencendo nem a mim mesmo disso.

Daí ontem de noite recebo duas mensagens de celular, do Ulisses e do Lefa, me dizendo que eu havia ganho o troféu de melhor trilha sonora no Cine Serra, em Caxias do Sul. E este prêmio me deu uma enorme sensação de alívio.

Prêmios e troféus não são a garantia de que o teu esforço e trabalho são ótimos, maravilhosos e etc. Mas são um baita incentivo, e podem salvar uma carreira.

Por isso, por este prêmio, agradeço:

1 - Ao Ulisses, por sempre me chamar para fazer as trilhas dos filmes que ele dirige (e eu sei que tu não faz isso somente por gostar do meu trabalho, portanto, obrigado demais pela amizade, parceria e incentivo);

2 - Ao Leandro Lefa, pela amizade e afinidade de trabalho que construímos desde "O Gritador";

3 - Ao Roger Monteiro, por dizer as palavras certas nos momentos certos e deixar alguns momentos difíceis e de descrença um tanto quanto mais sarcásticos e divertidos;

4 - À Renata Stein, pela atuação inspirada e por me deixar criar uma voz para a tua personagem;

5 - À minha família, pelo incentivo sempre;

6 - À Cibele, por não me deixar desistir em nenhum momento e por ser minha parceira de vida, te amo;

7 - Ao Roberto, meu grande amigo nesta vida e principal companheiro de trabalho, por todo o esforço colocado na engenharia desta trilha sonora e em todos os trabalhos que fazemos juntos (aliás, eu não poderia estar em melhores companhias ontem à noite quando recebi a notícia do prêmio, Bel e Roberto). Este troféu vai ficar no Ampli Studio , como agradecimento e para nos lembrar, todos os dias, que somos capazes de fazer grandes coisas juntos.

Muito feliz, emocionado, agradecido, e pronto pra seguir este caminho. Mais do que nunca, sei que tô no rumo certo.

Ps: PARABÉNS, Ana Gusson e Pablo Chasseraux, vocês mereceram MUITO!

Ps2: Mariele e Isadora, muito obrigado por toparem meu convite para participar da trilha. Vocês foram DEMAIS, e acho que nunca agradeci vocês o suficiente.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Melhor Fotografia na Mostra Gaúcha do Festival de Gramado!




Kassandra começou bem sua carreira em festivais! No domingo à noite, dia 11 de agosto, o filme ganhou Melhor Fotografia (acima) na cerimônia de entrega do Prêmio Assembleia Legislativa -- reconhecimento que recebem os melhores trabalhos da Mostra Gaúcha de Curtas-Metragens do Festival de Gramado.

O troféu foi entregue à equipe do filme que estava presente -- Pablo Chasseraux, o diretor de fotografia de Kassandra (foto abaixo, no set), não pôde estar na premiação. Mas o reconhecimento do trabalho é um ótimo início para o curta: é o primeiro festival e o primeiro prêmio.

Pablo é um requisitado diretor de fotografia de comerciais e sérias de TV (incluindo Gre-Nal é Gre-Nal e Filé de Borboleta, ambos da RBS TV). Mais sobre o trabalho dele pode ser visto aqui.



Parabéns ao Pablo pelo lindo trabalho! E também a todos os envolvidos na foto da filme: Marcelo Santos (assistente de camêra), Victor Fiúza (fotografia adicional) e Lígia Tiemi Sumi (finalização de imagem e cor). 

Precisamos fazer uma menção especial ao chefe de elétrica Jô Fontana. Um dos momentos mais belos do filme -- o abajur que lança sombras e luzes sobre as paredes da sala de Kassandra -- tem sua participação direta. De improviso, ele recortou um papelão com o mesmo padrão do abajur. Esse papelão era girado em torno de um dos refletores, produzindo um efeito belíssimo.

Quer ter uma ideia de como é a foto de Kassandra? Veja o trailer do filme aqui!

domingo, 3 de março de 2013

E se Kassandra fosse em cores?

A colorista Lígia Tiemi Sumi fez uma experiência, quase sem querer, durante o processo transformação dos planos de Kassandra em preto-e-branco. Em dado momento do trabalho, o software aplicou uma correção baseada numa memória de outro trabalho. 

E o resultado, ao invés de deixar a cena em preto-e-branco, transformou suas cores em algo etéreo. Se Kassandra fosse em cores, poderia ser assim:



Mas não se preocupem: não será colorido. Porque o preto-e-branco elaborado na fotografia de Pablo Chasseraux é ainda mais belo. Aguardem, em breve colocaremos alguns stills já finalizados.

domingo, 29 de julho de 2012

Um carioca em Kassandra


Victor Hugo Fiuza viveu uma experiência curiosa em Kassandra. Estudante de cinema na PUC-RJ e carioca da gema, foi convidado pelo diretor Ulisses da Motta Costa para vir ao Rio Grande do Sul ser assistente de direção. Ambos se conheceram no Festival de Gramado em 2009, quando fizeram parte do Júri Popular.

Além de ter trabalhado como primeiro assistente de direção durante as filmagens, Victor também assumiu a direção de fotografia adicional na terceira diária, devido a compromissos profissionais de Pablo Chasseraux -- o que só aumentou a resposabilidade e a importância dele dentro da equipe.

A seguir, as impressões do próprio Victor nos dias em que passou filmando em terras gaúchas. 


A Experiência de fazer Kassandra


Quando meu avião decolou de Porto Alegre, sentido Rio de Janeiro, a minha sensação era de deixar um território especialmente familiar para mim. Da janela, eu não via só uma paisagem que se afastava, perdendo sua definição; via elementos tão aleatórios quanto o chimarrão, uma cerveja Polar e a expressão “Bah”, agora tão próximos de mim, se afastando. Via lugares e principalmente, pessoas. Esse é um dos estranhos poderes do cinema: te permitir entrar em um lugar sem nenhuma fronteira do tempo (e sua duração), com uma intensidade muitas vezes fora de controle. O cinema é uma fábrica de laços. 

Sou do tipo de pessoa que acredita que uma câmera cinematográfica capta muito mais que aquilo que é encenado diante dela. Ela é capaz de captar seu entorno; a atmosfera que a envolve. Não creio que apenas os atores construam cada plano do filme; acho que dentro de cada imagem, estão as aspirações e sentimentos de toda uma equipe de pessoas. Nesse sentido, estou quase convicto em dizer que Kassandra será um filme invariavelmente especial, posto que o que se conseguiu construir em termos de relações humanas em direção e em torno do filme, foi de uma beleza realmente artística. 

Tudo isso não se trata apenas de uma competência técnica dos membros da equipe e do brilhante elenco, mas principalmente da capacidade de doação e de relacionamento interpessoal que envolveu o filme. Se ao descobrir que teríamos um número acima da média de planos por dia (geralmente são 15; fizemos mais que o dobro disso diariamente) e que teria bons motivos pra me preocupar (já que isso tornaria a filmagem muito mais difícil e complexa, além de arriscada, e meu trabalho envolve diretamente a gerência dessas questões no set), foi somente essa condição de equipe e elenco que permitiu a concretização de Kassandra de uma maneira profundamente eficaz. Isso não é tão comum, seja em curtas, longas ou na TV. 



Mérito do poder invejável de decisão e controle do diretor Ulisses da Motta Costa, que sempre soube como conduzir não só aquilo que deveria se apresentar diante da câmera (ou seja, a encenação do filme), mas também o grupo que estava por detrás dela; a agilidade nunca comprometedora da fotografia de Pablo Chasserraux e sua equipe, sempre acalcando resultados surpreendentes; Ramona Barcellos e Roberto Coutinho (produção), por simplesmente terem cuidado de tudo e de todos nós; Ana Gusson, a diretora de arte, que torna impossível um set não ser agradável – além de estar, mesmo com todos os cenários prontos, sempre por perto; à Marina Cardozo, muito mais que uma continuísta; ao elenco, nunca menos que preparado e excepcional (Kassandra conta realmente com grandes atores – e eu gostaria de fazer uma menção especial à Renata Stein, a Kassandra do título, uma atriz jovem assustadoramente madura e talentosa); em suma, graças a todos. 

Acho que as pessoas podem esperar de Kassandra um filme que, além de cumprir seus méritos cinematográficos por si só, também fale sobre um tipo de cinema importante de ser feito e que deve ser valorizado, inclusive remetendo, regionalismos à parte, ao próprio cinema gaúcho (seja o de outrora, o do agora ou o do porvir). 

Da minha parte, fica uma certa saudade e uma vontade de novas produções no Rio Grande do Sul. Principalmente se for para trabalhar com pessoas como essas que fizeram e fazem Kassandra. 

Obrigado. 

Victor Hugo Fiuza (primeiro assistente de direção)

PS: Gostaria de agradecer especialmente ao eletricista Jô, pela ajuda especial que ele deu a mim no nosso terceiro dia de filmagens.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A outra estrela de Kassandra


 You can also read the Kasssandra's English Version!

Durante as filmagens de Kassandra, uma estrela em ascenção surgiu. Teria uma aparição pequena e pontual, quase desapercebida. Mas encantou a equipe. De que forma? Com seu aspecto soturno e ameaçador, que lhe garantiu cada vez mais destaque.

Estamos falando de Blá-Blá, a boneca. A história já previa desde o argumento: "o quarto antigo de Kassandra -- lá se acumulam vários brinquedos com aspecto assustador"; e manteve-se assim no roteiro.

Quem conseguiu a boneca foi a diretora de arte Ana Gusson. Na primeira reunião da equipe de arte, ela mencionou que a sua mãe teria preservado uma boneca da sua infância -- considerada assustadora por quase todo mundo. No set, Blá-Blá rapidamente virou atração, graças à sua capacidade de pôr a língua para fora quando apertada. O diretor de fotografia Pablo Chasseraux apelidou-a de "bichinho do inferno".

No fim das contas, a boneca foi usada em duas cenas-chave do curta, em destaque. E virou a terceira menina do elenco junto com Renata Stein e Suzana Witt. Pensando bem, Kassandra não poderia ter um brinquedo melhor

segunda-feira, 25 de junho de 2012

As imagens de Kassandra - 3

Enquanto as novidades não chegam, revelamos mais algumas fotos para vocês. Esperamos que gostem!

Fotos por Daniel Coutinho. Você pode ver a primeira parte aqui e a segunda parte aqui.

You can also see the english version of this post! 

 
Renata Stein e a câmera, uma relação de amor
Leandro Lefa, o vizinho asqueroso
Pablo Chasseraux (diretor de fotografia) e Ulisses Costa (diretor)
O "filme dentro do filme"
"Corta. Mais sangue"
 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Making of - 7 - A Saga Épica do Slider


Lembram-se das Listas de Produção de Jackson Ritter? Uma das tarefas do produtor de set era elaborar um slider, equipamento que serve para fazer pequenos movimentos de câmera. De acordo com ele, a tarefa estava cumprida. Será?

Jackson e Roberto Coutinho (produtor e engenheiro de som) se puseram à tarefa de fazer o tal slider, usando um pouco de madeira, um tanto de borracha, algum ferro-velho e muita falta de noção. 

O resultado desta verdadeira saga pode ser vista no vídeo abaixo, da sua concepção até o clímax, onde o slider é posto à prova pelo diretor de fotografia Pablo Chasseraux já nas filmagens.

You can also read the Kassandra's English Version!


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Alfredo Barros, o homem da montagem

Hi! You can also read the Kassandra's English Version!

Dentre os principais nomes da equipe de Kassandra está o do montador Alfredo Barros. Assim como Pablo Chasseraux, Luis Franke e Leandro Lefa, ele é um dos profissionais consagrados que aceitou o convite para fazer parte desta pequena produção.

Barros é daqueles sujeitos que não tem "currículo", mas sim "filmografia". Foi editor assistente de Giba Assis Brasil em longas como O Homem que Copiava (2003) e tem atualmente um grande volume de trabalho que termina em prêmios (no Festival de Cinema de Gramado de 2011, ganhou melhor montagem na Mostra Gaúcha pelo curta Três Vezes por Semana). Será dele a tarefa de dar coerência e ritmo aos mais de 120 planos de câmera previstos na decupagem de Kassandra.

De acordo com o diretor Ulisses da Motta Costa, Alfredo topou entrar no projeto quando soube que Kassandra seria um terror psicológico. "Ele me perguntou: 'é um filme de horror?', e eu disse 'sim'", relata Ulisses. "Aí ele me disse: 'cara, que legal, sempre quis montar um filme de horror e nunca me ofereceram um'".

O processo inicial de montagem já está em andamento.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Filmando em preto-e-branco


Hi! You can also read the Kassandra's English Version!

A fotografia em preto-e-branco sempre foi uma das ideias fundamentais na criação de Kassandra. Desde sempre se imaginou o filme sem cores. A imagem tinha que ser pensanda em termos de claro e escuro. Portanto, as decisões da fotografia, da arte, do figurino e da maquiagem precisam ser diferentes do normal.

O diretor de fotografia do projeto é Pablo Chasseraux (foto abaixo), um dos mais requisitados profissionais no Rio Grande do Sul, com dúzias de projetos de publicidade, TV e cinema -- uma amostra de seu trabalho pode ser vista aqui. Ele está usando uma Cannon 5D e, na verdade, está gravando as imagens coloridas, para depois o preto-e-branco ser aplicado na pós-produção. Contudo, as cenas são monitoradas sem cores. É preciso ver se os contrastes de claro e escuro estão funcionando e se a imagem não está excessivamente cheia de cinzas.

Como  a preocupação era se as áreas do enqudramento estavam claras ou escuras, o diretor de fotografia passou a não se importar com a temperatura de cor. Ou seja, alguns planos tem luzes frias e quentes misturadas. Se vistas em cores, parecem uma baderna. Mas no preto-e-branco criam um efeito extraordinário. Cauteloso com o carnaval de cores que apareciam na câmera, mais de uma vez Pablo perguntou ao diretor Ulisses da Motta Costa:

- Tem certeza que vai ser em preto-e-branco, né? Porque tem uma luz roxa aqui.


As figurinistas Isabela Boessio e Giulia De Cesero também tiveram suas questões para resolver. Um dos personagens, por exemplo, precisava usar uma camisa escura em dado momento. Elas conseguiram uma camisa azul-marinho, esperando que ela desse o resultado esperado. Na hora de rodar, a supresa: o azul virou um insípido cinza-claro diante da câmera. Uma rápida correria e uma camisa preta do publicitário do filme, Daniel Coutinho, resolveu o problema.