Paciente: Sexo feminino. Vinte anos.
Estresse pós-traumático. Alucinações visuais.
Avistamentos de um vulto, o "homem grande".
Cartas de tarô, de origem desconhecida.
Muda.
Mora só.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Kassandra recebe oito indicações no FCO



Kassandra é o filme com maior número de indicações no 1º Festival de Cinema Online. Semana passada foram divulgados os finalistas nas doze categorias e nosso filme recebeu nomeações em oito delas. Veja mais aqui. 

Anteriormente, Kassandra tinha recebido onze pré-indicações na primeira fase do festival (em que havia 25 curtas por categoria). A comissão de seleção fez uma nova triagem e diminui para apenas cinco a quantidade dos indicados para cada prêmio. 

Das oito nomeações de Kassandra, uma delas foi obtida via voto de internautas. Na categoria Júri Popular, o curta ficou em segundo lugar, com 562 votos. Para nos ajudar na fase final da votação do Júri Popular, basta entrar neste link aqui e curtir a foto até o dia 13 de novembro.

A premiação acontecerá em Brasília, no dia 15 de novembro.

Abaixo, todas as categorias em que Kassandra concorre. Aqui, a lista de todos os competidores:
  • Melhor Filme
  • Melhor Filme Júri Popular (vote aqui)
  • Melhor Diretor (Ulisses da Motta Costa)
  • Melhor Atriz (Renata Stein)
  • Melhor Fotografia (Pablo Chasseraux)
  • Melhor Som (Roberto Coutinho e Leandro Lefa)
  • Melhor Edição (Alfredo Barros)
  • Melhor Trilha Sonora (Chico Pereira)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Entrevista: Renata Stein, Kassandra em pessoa



Enfim, a entrevista com a atriz que deu vida para Kassandra, Renata Stein. Este é o primeiro curta da jovem atriz (antes, ela tinha feito um clipe e o piloto de uma websérie). Apesar da pouca idade experiência e idade (tinha19 quando começou a ensaiar para Kassandra), Renata carrega o espectador para dentro do filme.

O que mais te impressionou no filme? O conceito, o roteiro, a produção, a direção, a fotografia?

Pergunta difícil essa. Posso só dizer que me apaixonei por fazer parte do curta-metragem e da equipe de Kassandra?


Mas pelo quê você se apaixonou no projeto?

Pela dedicação e alegria da equipe de produção, pela parceria e a organização da direção, pela magia que é a fotografia preto e branco, que deixa tudo tão bonito, por poder dar vida a um roteiro tão cheio de mistérios e experienciar a personagem Kassandra.

O diretor Ulisses da Motta Costa disse que você foi a primeira pessoa que ele convidou para o filme. O que você achou de ser a protagonista de um filme de terror?


Achei irônico, muito irônico. Quando estava a sós com meus pensamentos eu sempre pensava que, como atriz, uma das coisas que eu não iria querer fazer era atuar em um filme de terror. E lá veio o Ulisses com a proposta do filme. Sou uma pessoa bem medrosa para certas coisas, não achei divertida a proposta. Só aceitei por três motivos: era o Ulisses dirigindo, a equipe e o elenco eu sabia que iriam ser muito bacanas e porque eu gosto muito de atuar.

Kassandra é um papel denso e bastante complexo, com várias camadas. Onde você buscou inspiração para compor a personagem, com todas as diferentes reações que ela precisava mostrar?


Eu não diria inspiração não, porque inspiração me remete a algo divino. Eu diria que foram muitos encontros, discussões, ensaios no apartamento onde seria o set e trabalho em grupo. Foi o trabalho durante alguns bons dias que me ajudou a conseguir criar Kassandra. Foi a minha confiança na equipe e a confiança da equipe em mim. E eu ainda acho que ela não foi criada 100%. Depois das gravações fico pensando o quanto ainda eu poderia ter feito. Não é inspiração não, é trabalho e entrega total antes e depois do “ação”.

O que foi mais difícil na hora de atuar? Foi o fato de que a personagem é muda e, portanto você não tinha o suporte da voz para poder atuar?


Sei que essa parece ser a parte mais difícil, mas eu sempre gostei da ideia de ter que atuar com a potência total no corpo e nos olhos. É claro, isso é difícil, mas é maravilhoso, ainda mais porque a câmera pode capturar os mínimos detalhes. E falar, acreditem, é bem complicado também. O mais difícil foi a solidão do set entre as mudanças de planos. Cada pessoa da equipe está focada em sua função para que tudo ocorra bem, e como na maioria das vezes eu era a única atriz, me sentia um pouco sozinha. Toda a vez que o Ulisses falava “corta” e todos começavam a se organizar para o outro plano, eu tinha que tentar me manter o mais concentrada possível para não perder o corpo, o olhar, a atmosfera que tinha se criado. Ah, é bem difícil.

Você passou por um processo de preparação bastante intenso para os moldes um curta-metragem, com exercícios, leitura de roteiro, material de referência para ler e ouvir. O quanto estas atividades ajudaram você? Alguns exercícios vocês repetiam no set, certo?


Estes exercícios foram essenciais. Poder trocar com a equipe, com o elenco, é muito produtivo e me deixou mais segura e a vontade para ir descobrindo “as camadas de Kassandra”, e de toda a sua história. Sim, nos dias das gravações repetimos os exercícios físicos por serem exercícios que dão voz ao corpo, já que era essa a parte que precisava ser muito forte na atuação para fazer Kassandra.

Que tipos de exercício vocês fizeram para ajudar na concepção do personagem? Você não podia falar durante estas atividades, certo? Como foi essa sensação?

Nós tivemos vários momentos, como reunião com todo o elenco conversando sobre a história de Kassandra, ouvindo a opnião dos atores e o diretor nos dando alguns materiais de referência para leitura ou para assistir. Outro momento foi a leitura do roteiro e mais conversas, onde o diretor me interrogou sobre algumas questões como do que eu tinha medo, o que me dava nojo, entre outras. A partir daí, passamos para a parte prática de exercíos para cliar a atmosfera de medo de Kassandra. Trabalhamos eu e o Maico com exercícios em que ele tentava me tocar e eu tinha que repelir e fugir, e outro que ficávamos percorrendo com o nosso corpo os espaços vazios do colega. Para mim, o primeiro foi bem bom e surgiram efeitos importantes para a concepção de cena e dos personagens. Outro exercício, que foi feito só comigo, e que foi importante, apesar de me deixar muito nervosa, foi lidar com o desconhecido, que para mim no caso era o escuro. Eu ficava deitada no sofa no escuro com as costas vulneráveis, o diretor falava e fazia ruídos e às vezes, o que era pior, simplesmente deixava que o silêncio me consumisse e me deixasse totalmente nervosa. É, eu tenho medo do escuro, hehehe.

Não falar era extremamente ruim, porque muitas vezes surgiam situações em que eu queria falar para não ter medo, gritar, xingar, e sabia que eu tinha que ficar quieta para experimentar essa sensação e não sair do jogo para a construção de uma personagem muda. Com certeza, não falar me incomodou muito nos ensaios e principalmente nas cenas que me deixavam assustada. Apesar de ter tido uma consequência boa, que foi anotar quase tudo que eu pensava ou sentia.



Kassandra conseguiu parte dos seus recursos através de financiamento coletivo. Você acompanhou o processo da campanha? Qual foi a sensação a ver que vocês tinham atingido a meta?


Desde que lançamos no site Catarse o nosso vídeo já deixei na barra de favoritos o link e diariamente eu olhava para ver como estava indo, e fui divulgando para algumas pessoas. Porém, na última semana eu comecei a me dar conta que não estávamos progredindo muito bem, então comecei a mandar e-mail para a minha família, amigos, amigos da família e pedindo para divulgarem para quem pudesse. E campanha no facebook direto também, é claro. Mandava mensagens para o Ulisses, feliz com o progresso dos últimos dias e, ao mesmo tempo, com medo de que não iríamos conseguir. Era frustrante pensar que poderia não dar certo. A sensação de atingir a meta foi quase igual a procurar seu nome no listão do vestibular e ver que esta lá. É muito bom.

quarta-feira, 20 de março de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

Todas as mulheres de Kassandra



Ano passado, nós já tínhamos rendido merecidas homenagens às mulheres maravilhosas que se dedicaram intensamente à realização de Kassandra. Porém, desde então, o time feminino aumentou -- e nunca é demais lembramos do envolvimento de pessoas tão incríveis neste projeto.

Até porque este filme trata de mulheres, tem uma mulher como sua heroína e, como eu comentei nestes dois textos, há algo de intrinsecamente feminino na narrativa de terror/horror -- uma vingança sobre os verdadeiros terrores do mundo masculino? Enfim, não vem ao caso.

A primeira pessoa convidada para o curta foi uma mulher, a própria Renata Stein, protagonista do filme; as últimas também foram mulheres: as musicistas Isadora Raymundo e Mariele Giovanaz, que deram a Kassandra a voz que a personagem não tinha. Um círculo tão perfeito que parece até que pensamos nisso.

Tenho as melhores memórias de cada uma das gurias do filme. Da Renata são inúmeras, mas gosto da nossa primeira conversa, ela comendo um cheescake e dizendo para mim: "Eu vou pensar, Uli, mas na verdade eu já topei". Da Ramona Barcellos, nossa "chefa", eu lembro de pensar que não haveria ogro que não tremesse na frente daqueles olhos praticamente sem fim de tão azuis. 

Depois vieram o grupo de ex-alunas minhas, todas meninas talentosíssimas de espírito único: a Giulia De Cesero da risada incontida, a Isabela Boessio dos olhos verdes imensos, a Marina Cardozo incansável que não arredava o pé do set por motivo nenhum do mundo. Marina, aliás, que proferiu ao final da segunda diária um "Eu amo muito essa equipe", resumindo o ambiente das filmagens. E a Suzana Witt, talvez a atriz mais generosa que eu conheci, nunca dizendo não quando chamada para dar jeito em abacaxis nos nossos projetos (mesmo quando não atua).

A menos de um mês antes de começarmos a rodar, completa a equipe a infalível Ana Gusson -- que, entre formatura e a finalização do seu próprio curta, conseguiu se dedicar a Kassandra de corpo e alma (invejo essa capacidade, juro). Para as filmagens, ajuda extra da linda Cristina Salib (que aceitou fazer claquete numa diária apenas porque gosta de nós) e da minha amiga de velha data, Elena Meneghetti, que topou a proposta indecente de estrelar o "filme dentro do filme" com um desprendimento que ninguém acreditava possível.

E, nos últimos meses, uma constelação de artistas incríveis e seus instrumentos divinos: a musa Ingrid Bonini e sua voz linda; a Mariele com seu canto perfeito; a Isadora e seu violino melancólico; a Lígia Tiemi Sumi e seus inacreditáveis brinquedos tecnológicos que estão transformando a imagem de Kassandra no sonho em preto-e-branco mais lindo que eu já tive. 

Hoje, o dia não é para dar parabéns a vocês; hoje é o dia de agradecer por tudo que vocês têm feito por este filme. Sem vocês, seríamos um bando de homens perdidos, achando que sabem o que estão fazendo (e rezando para não dar nada errado).

Então... Obrigado, gurias. Cês são foda!

Ulisses da Motta Costa

Legenda da foto: No alto, da esq. para a dir: Cristina Salib (claquete), Isadora Raymundo (violino), Giulia De Cesero (figurino), Ramona Barcellos (produtora), Ana Gusson (diretora de arte), Isabela Boessio (figurino).
Embaixo, da esq. para a dir: Mariele Giovanaz (voz), Marina Cardozo (2a assistente de direção), Lígia Tiemi Sumi (finalização de imagem), Suzana Witt (atriz), Ingrid Bonini (atriz), Elena Meneghetti (estrela do "filme dentro do filme")
Ao centro: Renata Stein (atriz)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Relatos de Kassandra - IV - última diária


As impressões da intérprete de Kassandra, Renata Stein, durante as filmagens do curta. Os outros relatos podem ser lidos aqui, aqui e aqui.


Sangue, mais sangue, muito sangue e sangue. Se eu escrevesse só isso para relatar a quarta diária acredito que seria suficiente. Foi um dos dias mais grudentos que já vivi – nem o verão de janeiro me deixa assim. O sangue feito pela produção era algo como açúcar em meleca que grudava no cabelo, na roupa, no corpo (acima)... Ah, fabuloso. 

A quarta diária foi praticamente dedicada às cenas do pesadelo que infelizmente foi mudada. Ou felizmente, se eu fosse pensar na maior quantidade de sangue que seria usada para a antiga cena. Gravamos algumas partes de outras cenas para melhorar o que já tinha sido feito e dar um ritmo melhor, e nos dedicamos às cenas do pesadelo. Dessa vez o set estava bem mais vazio, já que apenas seriam as cenas de Kassandra. Apesar de algumas pessoas da produção terem quebrado alguns galhos como figurantes, não é, Chico e Marina*? Ainda bem que tinha a boneca Blá-Blá para fazer companhia para Kassandra, já que ela estava sem terapeuta, sem vizinho e sem Homem Grande. 

Falando em Kassandra especificamente, como eu estava aflita por não saber se seria capaz de saber ser Kassandra de novo, tanto tempo após as primeiras diárias! Acho que foi nesse dia mesmo que vi a primeira montagem das cenas já feitas do curta metragem. Confesso que eu achei que poderia estar muito melhor. A preocupação de voltar atuando como Kassandra que já existia ficou pior. Mas, apesar de repetir muitas vezes as cenas, pois o “ator sangue” nem sempre acertava sua marca, acredito que saiu tudo muito bem. 

Estava um dia bonito, foi um dia divertido, um ótimo almoço com maravilhosas sobremesas, poder rever o pessoal . . .  Para quê falar das gravações, não é mesmo, Renata? A comida estava boa e é o que importa. HAHAHAHA. Brincadeiras a parte, mas realmente o dia estava muito bom. Acredito que conseguimos fazer das novas ideias para o pesadelo um bom trabalho. Muito sangue, olhares macabros, participações especiais do Chico, da Marina como figurantes, da adaga, da Blá-blá. 

Peço desculpas se não relatei mais detalhes da diária. Esse dia esqueci de escrever no meu caderninho de nota e minha memória não esta ajudando com tudo. E hoje, dia 24 de agosto, que é quando eu escrevo, quase 8 meses depois das primeiras gravações de Kassandra, percebo o quanto foi bom e sinto saudades dos dias trancada dentro de um apartamento gravando o curta. E o quanto estou desejando que a finalização do curta seja feita logo para eu poder assistir.
 
Abraço. 
 
 
* Chico Pereira e Marina Cardozo, respectivamente o compositor da trilha e a segunda assistente de direção.

domingo, 29 de julho de 2012

Um carioca em Kassandra


Victor Hugo Fiuza viveu uma experiência curiosa em Kassandra. Estudante de cinema na PUC-RJ e carioca da gema, foi convidado pelo diretor Ulisses da Motta Costa para vir ao Rio Grande do Sul ser assistente de direção. Ambos se conheceram no Festival de Gramado em 2009, quando fizeram parte do Júri Popular.

Além de ter trabalhado como primeiro assistente de direção durante as filmagens, Victor também assumiu a direção de fotografia adicional na terceira diária, devido a compromissos profissionais de Pablo Chasseraux -- o que só aumentou a resposabilidade e a importância dele dentro da equipe.

A seguir, as impressões do próprio Victor nos dias em que passou filmando em terras gaúchas. 


A Experiência de fazer Kassandra


Quando meu avião decolou de Porto Alegre, sentido Rio de Janeiro, a minha sensação era de deixar um território especialmente familiar para mim. Da janela, eu não via só uma paisagem que se afastava, perdendo sua definição; via elementos tão aleatórios quanto o chimarrão, uma cerveja Polar e a expressão “Bah”, agora tão próximos de mim, se afastando. Via lugares e principalmente, pessoas. Esse é um dos estranhos poderes do cinema: te permitir entrar em um lugar sem nenhuma fronteira do tempo (e sua duração), com uma intensidade muitas vezes fora de controle. O cinema é uma fábrica de laços. 

Sou do tipo de pessoa que acredita que uma câmera cinematográfica capta muito mais que aquilo que é encenado diante dela. Ela é capaz de captar seu entorno; a atmosfera que a envolve. Não creio que apenas os atores construam cada plano do filme; acho que dentro de cada imagem, estão as aspirações e sentimentos de toda uma equipe de pessoas. Nesse sentido, estou quase convicto em dizer que Kassandra será um filme invariavelmente especial, posto que o que se conseguiu construir em termos de relações humanas em direção e em torno do filme, foi de uma beleza realmente artística. 

Tudo isso não se trata apenas de uma competência técnica dos membros da equipe e do brilhante elenco, mas principalmente da capacidade de doação e de relacionamento interpessoal que envolveu o filme. Se ao descobrir que teríamos um número acima da média de planos por dia (geralmente são 15; fizemos mais que o dobro disso diariamente) e que teria bons motivos pra me preocupar (já que isso tornaria a filmagem muito mais difícil e complexa, além de arriscada, e meu trabalho envolve diretamente a gerência dessas questões no set), foi somente essa condição de equipe e elenco que permitiu a concretização de Kassandra de uma maneira profundamente eficaz. Isso não é tão comum, seja em curtas, longas ou na TV. 



Mérito do poder invejável de decisão e controle do diretor Ulisses da Motta Costa, que sempre soube como conduzir não só aquilo que deveria se apresentar diante da câmera (ou seja, a encenação do filme), mas também o grupo que estava por detrás dela; a agilidade nunca comprometedora da fotografia de Pablo Chasserraux e sua equipe, sempre acalcando resultados surpreendentes; Ramona Barcellos e Roberto Coutinho (produção), por simplesmente terem cuidado de tudo e de todos nós; Ana Gusson, a diretora de arte, que torna impossível um set não ser agradável – além de estar, mesmo com todos os cenários prontos, sempre por perto; à Marina Cardozo, muito mais que uma continuísta; ao elenco, nunca menos que preparado e excepcional (Kassandra conta realmente com grandes atores – e eu gostaria de fazer uma menção especial à Renata Stein, a Kassandra do título, uma atriz jovem assustadoramente madura e talentosa); em suma, graças a todos. 

Acho que as pessoas podem esperar de Kassandra um filme que, além de cumprir seus méritos cinematográficos por si só, também fale sobre um tipo de cinema importante de ser feito e que deve ser valorizado, inclusive remetendo, regionalismos à parte, ao próprio cinema gaúcho (seja o de outrora, o do agora ou o do porvir). 

Da minha parte, fica uma certa saudade e uma vontade de novas produções no Rio Grande do Sul. Principalmente se for para trabalhar com pessoas como essas que fizeram e fazem Kassandra. 

Obrigado. 

Victor Hugo Fiuza (primeiro assistente de direção)

PS: Gostaria de agradecer especialmente ao eletricista Jô, pela ajuda especial que ele deu a mim no nosso terceiro dia de filmagens.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Mais Kassandra na TV


No dia 16 de julho, Kassandra foi mais uma vez destque na TV Unisinos. Neste dia, foi ao ar uma matéria sobre crowdfunding e, entre os entrevistados, estão a produtora Ramona Barcellos (foto acima) e o diretor Ulisses da Motta Costa. As imagens foram feitas no estúdio da Ampli Produtora, empresa que realiza o curta.

Confira no vídeo abaixo, entre 0:40 e 6:02 (a reportagem é de Priscila Gomes):

Detalhe: é possível ver na matéria alguns trechos (mesmo que sem muita qualidade) da primeira versão da montagem feita por Alfredo Barros, onde se pode vislumbrar um pouco das atuações de Renata Stein, Leandro Lefa e Suzana Witt. Vejam até o final da reportagem! ;-)


segunda-feira, 9 de julho de 2012

As imagens de Kassandra - 4

Viu a nova leva de fotos dos bastidores do curta? Então aqui vai mais algumas!

Fotos por Daniel Coutinho. Veja ainda mais fotos aqui, aqui e aqui.

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Leandro Lefa e o diretor Ulisses passando uma cena
Uma cortina falsa para um plano subjetivo
Renata Stein e a boneca Blá-Blá
Imagem fantasmagórica no monitor
Leandro Lefa "entrando" no personagem



terça-feira, 3 de julho de 2012

A outra estrela de Kassandra


 You can also read the Kasssandra's English Version!

Durante as filmagens de Kassandra, uma estrela em ascenção surgiu. Teria uma aparição pequena e pontual, quase desapercebida. Mas encantou a equipe. De que forma? Com seu aspecto soturno e ameaçador, que lhe garantiu cada vez mais destaque.

Estamos falando de Blá-Blá, a boneca. A história já previa desde o argumento: "o quarto antigo de Kassandra -- lá se acumulam vários brinquedos com aspecto assustador"; e manteve-se assim no roteiro.

Quem conseguiu a boneca foi a diretora de arte Ana Gusson. Na primeira reunião da equipe de arte, ela mencionou que a sua mãe teria preservado uma boneca da sua infância -- considerada assustadora por quase todo mundo. No set, Blá-Blá rapidamente virou atração, graças à sua capacidade de pôr a língua para fora quando apertada. O diretor de fotografia Pablo Chasseraux apelidou-a de "bichinho do inferno".

No fim das contas, a boneca foi usada em duas cenas-chave do curta, em destaque. E virou a terceira menina do elenco junto com Renata Stein e Suzana Witt. Pensando bem, Kassandra não poderia ter um brinquedo melhor

segunda-feira, 25 de junho de 2012

As imagens de Kassandra - 3

Enquanto as novidades não chegam, revelamos mais algumas fotos para vocês. Esperamos que gostem!

Fotos por Daniel Coutinho. Você pode ver a primeira parte aqui e a segunda parte aqui.

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Renata Stein e a câmera, uma relação de amor
Leandro Lefa, o vizinho asqueroso
Pablo Chasseraux (diretor de fotografia) e Ulisses Costa (diretor)
O "filme dentro do filme"
"Corta. Mais sangue"
 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Kassandra - Nossos Agradecimentos

É mais do que na hora de agradecer às pessoas responsáveis pelo sucesso da nossa campanha de arrecadação coletiva: vocês que ajudaram.  

Nada menos que 135 pessoas contribuíram com Kassandra, através do site Catarse.me ou diretamente com a gente. O número de apoiadores que acreditaram no nosso trabalho é mais importante do que o valor arrecadado: mostra que tem gente que acredita no projeto e em nós.

Como disse o diretor Ulisses da Motta Costa:  "Eu não era o único a espiar a cada meia hora a página do Catarse, preocupado que pudesse não dar certo... Somos homens de pouca fé. Nossos amigos, contudo, não são. Eles acreditaram na gente. Agora, o único objetivo da minha vida é não decepcioná-los. Vamos terminar essa bagaça!"

Primeiro, um agradecimento super especial para os apoiadores que nos doaram o valor máximo e se tornaram Produtores Associados de Kassandra, com direito a nome nos créditos principais!

Camila Barcelos
Fábio Guizzardi
Luciane da Motta Costa
Márcia Bohn Gusson

A todos que acreditaram em nós e doaram, além de terem divulgado, o nosso filme - sim, "nosso":  de todas essas pessoas também! Somos eternamente gratos a cada uma delas. :)

Chico Pereira - Compositor

Adriana Ferraz
Adriana Renata Barcelos
Alexandre Selliach
Aline Geib
Amelize Mattos
Ana Carolina Kanitz
Ana Paula Lopes
Angela Lawisch Dorfey
André Conti Silva
Andrea Vanessa Jungbluth
Andy Renmei
Bárbara Swarowsky
Bruna Klassmann
Bruna Köche
Bruno Steffen
Camila Kunkel
Caren Suzana
Carmen Pereira
Carolina Wingert
Caroline Conter
Carlos Porto
Cássio Vargas 
Catarina Corbellini Gusson
Chaiane Bitelo
Cibele Berghahn
Claudino José Etges
Clovis Oyarzabal
Cristina Salib

Ramona Barcellos - Produtora
 Daniel Machado Pereira
Daniela Danieli
Deb Xavier
Denise Thomas
Douglas Michaelsen
Eduardo Conter
Eduardo Ferreira
Eduarda Schuastcer
Fabrizio Ridel
Farlei Heinen
Felipe Fito
Fernando De Cesero
Fernando Nabinger
Flávia Falcão
Gabriel Ferreira
Gabriel Klaser
Gerusa Wasun
Gibran Sirena
Gloria Pinto
Guilherme Benvegnu
Guilherme Cunha
Guilherme Portella
Gustavo Moreira
Henrique Abel
Henrique Scherer
Hilton Junior


Suzana Witt - Atriz
Iara Ungarelli  
Irení Pulla
Jamile Hallan
Janaína Ferreira
Jean Schmith e Tiago Silveira
Jéssica Pulla 
João Felício Gusson
João Ricardo Bittencourt
Jorge Feldens
Juliana Bock
Juliana Wingert
Kat Draugelis
Kátia Salib
Léia Stein 
Liege Ávila
Lili Amaral
Liziane e Vinícius Barros
Loraci Maria Wathier Kich
Luana Flôres
Lucas Bertolini Pizzo
Lucas Finkler
Lucas Luz
Lucia e Décio Berghahn
Luciano Bargmann
Luciano Lamb
Luciano Marquetto
Luciano Martins
Lucinara Linck

Roberto Coutinho - Produtor e Engenheiro de Som
Maria Cristina Franck
Maria Toaldo Machado
Mary Sandra Carlotto
Méle Dornelas
Miguel Presser da Silva
Mônica Marques
 Neori José Gusson
Nicole Kleemann
Nilva Terezinha Gusson Etges
Oliver Reinis
Ory Laux
Priscila Mendes
Rafael Ribs
Raquel Peruzzo e Robson Barcarolo
Rica Retamal
Rogério Rodrigues
Rogério Theisen
Ronaldo Schirmer 

Ana Gusson - Diretora de Arte
Sheila e Gus Antonello
Thais Fernandes
Thaís Lima e Rafael Klaser
Thiago Maciel e Jordão Maciel
Uri Blankfeld
Valmor Burdzinski
Valquíria Ritter
Vandré Brancão
Vânia Medianeira Flores Costa
Veronica Born
Verônica Ribeiro
Verônica Stein
Xaiane Pires
Xixa Kayser

E os Alunos da Oficina Cine, Áudio e Vídeo do Colégio Sinodal:
Alex Souza
Amanda Garcias
Ana Copetti
Henrique Souza
Higor Rodrigues
João Pedro Boufleur
Júlio Schröder
Paulo Mezzomo
Victória Freire

Renata Stein - Atriz


Para finalizar, estas palavras do assistente de direção Victor Fiúza resumem a importância do apoio de todos vocês:

"Quando Kassandra atinge a meta do Catarse, não se trata de uma conquista meramente financeira, no sentido de um êxito numa alternativa da produção cinematográfica. Significa uma valorização compartilhada do cinema - valorização essa necessária, e finalmente interdisciplinar: não é só o próprio meio do cinema que se auto-apoia, mas é todo um meio cultural e social. No fundo, não é só a equipe de Kassandra que ganha a possibilidade de finalizar um trabalho (trabalho vital, diga-se de passagem), mas tanto quanto ela, ganham também todos aqueles que apoiaram ou até mesmo não, pois há um esforço coletivo para a existência de um cinema pertinente. Ponto para nós.

Fazendo ou não parte do cinema, todos estão dentro".

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Kassandra na imprensa

Kassandra já está aparecendo na imprensa, mesmo antes de ser finalizado. É mais um reconhecimento do trabalho da equipe e do elenco.

Esta é uma matéria do Jornal VS (São Leopoldo), do dia 4 de maio, noticiando a campanha de crowdfunding (que foi mais do que bem sucedida). O texto é de Alecs Dall'Olmo:


E esta é a matéria que saiu na edição de maio do Jornal O Polvo distribuído gratuitamente na Grande Porto Alegre. O foco da reportagem de Élen Guimarães é a protagonista do filme, Renata Stein.


Fique ligado para novidades de Kassandra em breve!