Paciente: Sexo feminino. Vinte anos.
Estresse pós-traumático. Alucinações visuais.
Avistamentos de um vulto, o "homem grande".
Cartas de tarô, de origem desconhecida.
Muda.
Mora só.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Kassandra em Caxias do Sul!


Kassandra continua com suas andanças por aí. Agora é a vez da cidade de Caxias do Sul receber a menina muda de cabelos longos.

O curta fará parte da mostra III Pesadelo Coletivo na próxima Sexta-Feira 13, agora em dezembro. O local da sessão é na sala Ulysses Geremia, no Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho. Kassandra será exibido junto com dois longas: a produção franco-italiana Os Olhos Sem Rosto, de Georges Franju (1960), e o japonês Audição, de Takashi Miike (1999). 

O tema desta edição do Pesadelo Coletivo é "Elas", ou seja: filmes de terror protagonizados por mulheres. Conforme um dos organizadores, Conrado Heoli, a ideia surgiu quando ele viu Kassandra no Festival de Gramado. Os demais filmes foram escolhidos a partir do curta, para compor uma temática única (o que nos dá ainda mais satisfação, além de ser uma grande honra).

A sessão começará às 23h55 de sexta, 13 de dezembro, e os ingressos podem ser adquiridos na Kollector Colecionáveis, Do Arco da Velha Livraria e no Centro de Cultura Ordovás. Mais detalhes sobre o evento podem ser vistos aqui. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Kassandra no Festival de Havana!


Nossa garota está cruzando as fronteiras do Brasil! Kassandra vai participar do 35o Festival Internacional del Nuevo Cine Latino-Americano, que acontece em Havana, Cuba, entre os dias 5 e 15 de dezembro de 2013. 

O curta será exibido na mostra paralela Desde Otros Festivales, junto com os demais premiados na Mostra Gaúcha do 41o Festival de Gramado. A parceria entre os dois gigantes começou em 2012 e proporciona que os curtas premiados em um sejam exibidos no outro (lembrando que Kassandra recebeu o prêmio de melhor fotografia para Pablo Chasseraux). A sessão acontece dia 8 de dezembro.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Kassandra+A Princesa lota Cine do Santander Cultural


No último sábado, dia 16, a sessão dupla dos curtas A Princesa e Kassandra lotou o Cine do Santander Cultural (acima). Em quinze minutos, as cerca de 90 senhas tinham esgotado e infelizmente muita gente ficou de fora. Contudo, essa movimentação mostra que há interesse em produções gaúchas que saiam do comum e mostrem novas propostas de diálogo com o público. O evento fazia parte da programação oficial da 59a Feira do Livro de Porto Alegre.

Após os filmes, foi feito um debate com Rafael Duarte e Taísa Ennes Marques (diretores e roteiristas de A Princesa), a historiadora Kate Schneider, Ulisses da Motta Costa e Roger Monteiro (respectivamente, diretor e roteirista de Kassandra). Foram destacadas questões de gênero e da posição da mulher na cultura contemporânea, mas também elementos cinematográficos, em especial o acabamento técnico e estético das duas obras. Suas aproximações temáticas e de realização foram igualmente destacadas. 


Da esq para a direita: Rafael Duarte,Taísa Ennes Marques, Kate Schneider,
a mediadora do debate, Ulisses da Motta Costa e Roger Monteiro
Na plateia também havia críticos de cinema, que em seus perfis do Facebook traçaram comentários sobre Kassandra e A Princesa. Sabia as impressões deles:

Yuri Correa (do Classe de Cinema): Quem tiver a oportunidade, recomendo que vejam estas duas produções gaúchas (...). Tecnicamente impecáveis, narrativamente cativantes e tematicamente profundos, os seus filmes foram dirigidos com segurança e obviamente com muito carinho.

Thomás Rodrigues Boeira (do Brazilian Movie Guy): Uma sessão dupla interessante, com obras que dialogam bem uma com a outra. Parabéns aos realizadores.

[Atualização]: o crítico João Colombo escreveu uma resenha bem completa sobre os dois filmes para o site Cinema Sem Frescura. Diz ele sobre ambos: "quando possível, assista a estes ícones do cinema gaúcho, exemplos do potencial que temos para o país". De bom tamanho, não? Leia o texto completo aqui.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Kassandra na Feira do Livro em Porto Alegre!


Kassandra agora vai à capital! 

Neste sábado, dia 16 de novembro, o Cinema do Santander Cultural (Praça da Alfândega, Porto Alegre) vai realizar uma sessão dupla com os curtas Kassandra e A Princesa, seguida com um debate. Começa às 19 horas e a entrada é franca. O evento faz parte da programação do Santander Cultural para a 59a. Feira do Livro de Porto Alegre.

Ambos os curtas foram premiados na Mostra Gaúcha do Festival de Cinema de Gramado (Kassandra com Melhor Fotografia para Pablo Chasseraux, e A Princesa com Melhor Atriz para Aline Jones). Debatem os filmes o diretor Ulisses da Motta Costa e o roteirista Roger Monteiro (Kassandra), os diretores e roteiristas Taísa Ennes Marques e Rafael Duarte (A Princesa) e a historiadora Kate Schneider, falando sobre as questões de gênero que as duas histórias suscitam. A mediação do debate será da cineasta Iuli Gerbase.

Para quem não conhece A Princesa, este é o trailer:



(E para quem conhece Kassandra, rever o trailer nunca é demais):


O QUÊ: Sessão dupla de Kassandra e A Princesa em Porto Alegre
ONDE: Cinema do Santander Cultural - Praça da Alfândega - Centro Histórico - Porto Alegre
QUANDO: 16 de novembro, sábado, às 19 horas.
ENTRADA FRANCA.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Kassandra no Halloween em São Leopoldo!



Mora em São Leopoldo e não sabe o que fazer no Dia das Bruxas? Venha conhecer Kassandra, então! O filme vai ter sua primeira sessão aberta ao público na cidade onde foi produzido.

A sessão vai acontecer em clima de Halloween! 

O QUÊ: Estreia do curta KASSANDRA em São Leopoldo
ONDE: Teatro Municipal de São Leopoldo 
Centro Cultural José Pedro Boessio - R. Osvaldo Aranha, 934
QUANDO: 31 de Outubro, às 20 horas, Dia das Bruxas!
ENTRADA FRANCA

[Atualização]: Agradecemos às cerca de 140 pessoas que foram em plena quinta-feira prestigiar nossa estreia leopoldense! O clima da sessão estava o máximo e o público entrou de cabeça no filme. Valeu, gente!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Kassandra entrega contrapartida do Fundo Municipal de Cultura


Na terça-feira dia 10 de setembro, a Prefeitura Municipal de São Leopoldo lançou novo edital do Fundo Municipal de Cultura. Na ocasião, aconteceu a entrega de alguns dos produtos resultantes da edição anterior do FMC (em 2011), no qual Kassandra foi o projeto mais bem pontuado.

A equipe de Kassandra foi representada por Daniel Coutinho, sócio-proprietário da Ampli Produtora (proponente do projeto) e por Ramona Barcellos, nossa diretora de produção. Foram entregues ao prefeito Anibal Moacyr (foto acima) um DVD e um cartaz do curta.

Entre as contrapartidas oferecidas pelo projeto ao poder público e à comunidade leopoldese, estão a realização de duas oficinas, a entrega de 20 DVDs e uma sessão aberta ao público, que deve acontecer em novembro.

As inscrições para projetos no Fundo Municipal de Cultura acontecem até 24 de outubro. Abaixo, os representantes de Kassandra e dos projetos Música de Imaginar, Poesia (En) Canto e CD comemorativo da banda Bleff no gabinete do prefeito.


domingo, 18 de agosto de 2013

Impressões da crítica sobre Kassandra

Graças a participação na Mostra Gaúcha do Festival de Gramado, Kassandra também está recebendo seus primeiros reviews de críticos de cinema. Por enquanto, as impressões têm sido muito positivas!

Segue o que disseram alguns profissionais em textos publicados em portais de cinema (grifos nossos): 


Júlia Manzano, do Fila K: "Kassandra flerta com o terror psicológico. Tecnicamente impecável e filmado em preto e branco, a história da muda Kassandra é um mistério. Mora sozinha e precisa de psiquiatras por motivos que ninguém conhece. Ela vê uma entidade: o Homem Grande, que teme, mas parece te-la acompanhado durante a sua vida toda. Ao mesmo tempo em que ela é inocente e infantil, usa uma camisola que ocasionalmente mostra seus ombros e suas pernas, despertando o interesse do vizinho ao lado. A sexualidade de Kassandra não é reprimida, mas é apagada. Não é algo que faça parte de sua vivência cotidiana, transparecendo de uma forma sutil.

O curta de Ulisses da Motta Costa é um lindo exemplar do gênero, com uma arte bastante caprichada e longos planos que mostram a vulnerabilidade de Kassandra ao mesmo tempo que deixam sua solidão aflorar, e fazem merecido o prêmio de melhor fotografia". 


Renato Cabral, do Papo de Cinema: "Encerrando esse primeiro dia, o curta de São Leopoldo, Kassandra, nos coloca frente à sua personagem-título. Uma garota com problemas psiquiátricos que tem de lidar com os seus traumas do passado. Muito bem aprofundado, montado e com referências bem diluídas (lembrando até mesmo Repulsa ao Sexo, 1965, de Roman Polanski, em alguns momentos). Como saldo, o primeiro dia da mostra competitiva de curtas gaúchos nos dá uma prévia da pluralidade do que é produzido em nosso estado com a descentralização definitiva de Porto Alegre como um polo cinematográfico. Agora, cidades como Pelotas, Caxias do Sul, São Leopoldo e até mesmo Capivari do Sul".

Conrado Heoli, também do Papo de Cinema: "Kassandra, de Ulisses da Motta Costa, um dos mais originais e bem produzidos curtas apresentados, teve que se contentar com o troféu de melhor fotografia para Pablo Chasseraux".


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Melhor Fotografia na Mostra Gaúcha do Festival de Gramado!




Kassandra começou bem sua carreira em festivais! No domingo à noite, dia 11 de agosto, o filme ganhou Melhor Fotografia (acima) na cerimônia de entrega do Prêmio Assembleia Legislativa -- reconhecimento que recebem os melhores trabalhos da Mostra Gaúcha de Curtas-Metragens do Festival de Gramado.

O troféu foi entregue à equipe do filme que estava presente -- Pablo Chasseraux, o diretor de fotografia de Kassandra (foto abaixo, no set), não pôde estar na premiação. Mas o reconhecimento do trabalho é um ótimo início para o curta: é o primeiro festival e o primeiro prêmio.

Pablo é um requisitado diretor de fotografia de comerciais e sérias de TV (incluindo Gre-Nal é Gre-Nal e Filé de Borboleta, ambos da RBS TV). Mais sobre o trabalho dele pode ser visto aqui.



Parabéns ao Pablo pelo lindo trabalho! E também a todos os envolvidos na foto da filme: Marcelo Santos (assistente de camêra), Victor Fiúza (fotografia adicional) e Lígia Tiemi Sumi (finalização de imagem e cor). 

Precisamos fazer uma menção especial ao chefe de elétrica Jô Fontana. Um dos momentos mais belos do filme -- o abajur que lança sombras e luzes sobre as paredes da sala de Kassandra -- tem sua participação direta. De improviso, ele recortou um papelão com o mesmo padrão do abajur. Esse papelão era girado em torno de um dos refletores, produzindo um efeito belíssimo.

Quer ter uma ideia de como é a foto de Kassandra? Veja o trailer do filme aqui!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Supercut com todos os concorrentes da Mostra Gaúcha de Gramado

O vídeo que segue tem imagens de todos os 18 curtas que compõem a Mostra Gaúcha do Festival de Gramado, que acontece neste fim de semana, dias 10 e 11 de agosto, a partir das 14 horas, no Palácio dos Festivais -- com entrada franca.

Kassandra será exibido no sábado. Aproveite o fim de semana para subir a Serra e ver a nova produção cinematográfica do Rio Grande do Sul. Vai ver coisas impressionantes, das quais o vídeo dá um aperitivo...


Entrevista: Roberto Coutinho, Leandro Lefa e o som em Kassandra


Hora da dupla que fez o áudio de um filme quase mudo se manifestar. Roberto Coutinho (que também é produtor executivo) e Leandro Lefa (que também é ator) acumularam suas funções originais em Kassandra com a edição e mixagem do som.

Parece simples? Não quando 99% do filme teve seu áudio inteiramente criado em estúdio. Confira a entrevista!

Kassandra é um filme quase sem diálogos, baseado no visual. Como fica o papel do som num projeto assim? Vocês utilizaram som direto e depois recriaram elementos sonoros em estúdio? Comentem um pouco o processo do som de maneira geral.

Roberto Coutinho: No momento em que a narrativa não é conduzida pelo diálogo, o som ganha uma importância maior ainda. Cada elemento sonoro teve que ser pensado e discutido detalhadamente para ajudar o espectador no processo de imersão no universo de Kassandra. Como a protagonista transita entre o mundo real e o criado em sua mente, os sons não tem uma morfologia estanque. Alguns elementos se repetem nestes dois mundos, como objetos caindo ou portas batendo, por exemplo. Mas de uma forma onírica, estes sons se baseiam no mundo físico, sofrendo ligeiras distorções criadas pela mente. E isto os torna estranhos, desconfortáveis e até assustadores! 

Acredito que o maior desafio aqui foi recriar estes elementos sonoros com leves distorções psicoacústicas, convidando o espectador a experimentar a confusão de um desligamento parcial do mundo físico, perdendo-se entre o ambiente captado pelos sentidos e aquele criado pela imaginação.

Leandro Lefa: Como o filme não é conduzido por texto, por falas, as imagens - visuais e sonoras - assumem o primeiro plano da atenção do espectador. Com isso em mente, criamos praticamente todo o som do filme em estúdio. Como os sons são gravados individualmente (passos, respirações, cada objeto...), podemos dar a cada um deles uma característica que funcione no sentido criar o universo dos personagens. Esse objetivo ainda é potencializado pela liberdade total de mixar esses sons na proporção necessária. Assim pudemos criar momentos muito silenciosos de Kassandra, sozinha em seu grande apartamento, e momentos de sons abruptos, ríspidos, que invadem a tranquilidade da personagem - para exemplificar com um dos elementos propostos por Ulisses. Acredito que isso, a música e a montagem de vídeo fazem o filme fluir muito bem.

Leandro, você atuou e recebeu o convite para trabalhar no som depois. Você já tinha acumulado estas duas funções em outros trabalhos, certo? Qual a diferença que você vê em Kassandra em relação a estes projetos, nestas duas áreas?

Lefa: Já fiz isso outras vezes, como no longa Porto dos Mortos ou na websérie Desconectados, mas em Kassandra minha participação no som teve uma proporção maior. Eu sou artista de foley e editor de som, mas estive presente na mixagem do Roberto. Ele, claro, esteve presente em tudo no som e trabalhamos colaborando muito um com o outro o tempo todo. E acho que foi a primeira vez que atuei sem saber que ia trabalhar no som do filme.

O que vocês usaram de inusitado para criar sons no estúdio (os chamados foleys) durante a pós-produção do curta?

Lefa: Ruídos de sala ou foley (nome em inglês, em uma homenagem ao seu criador, Jack Foley), são sons gravados em estúdio e adicionados à banda sonora do filme na pós-produção. Em Kassandra, algumas das poucas falas vêm do som direto. Os demais sons são criados no estúdio.

A maioria deles é feita de maneira bem óbvia. Passos por exemplo: são passos. E o telefone tocando é um telefone tocando.

Mas alguns dos óbvios são divertidos: uma pessoa despencando em cima de um sofá, é uma pessoa despencando em cima de um sofá.

Tem alguns curiosos: o som do passarinho batendo asas na gaiola, é o som de feixes de elástico sendo agitados. Já as patas no poleiro, são baquetas do tipo vassourinha, de nylon, tocando outras baquetas, convencionais. 

Mas com certeza o mais engraçado é o som da brisa que entra pela porta do apartamento: somos eu e o Chico Pereira, compositor da trilha musical, fazendo um “dueto vocal” de som de vento. A execução é no mínimo cômica, mas embora seja usado com muita sutileza, o resultado é muito eficiente. 

Roberto, você também trabalhou com Chico Pereira na trilha sonora. Qual a importância de ter feito essa ponte direta entre o trabalho do som e o da música?

Roberto: É sempre muito prazeroso trabalhar com o Chico na trilha sonora. Ele consegue fazer a leitura dos conceitos no filme e criar um universo musical que complementa muito bem a narrativa. Uma qualidade que vejo em sua composição é que ele não fica na região de conforto do instrumento que domina, no caso a guitarra, ou dos estilos musicais que conhece mais profundamente. A cada novo trabalho, começamos fazendo uma pesquisa de instrumentos, timbres e estilos mais adequados. Depois, o Chico compõe os temas e então trabalhamos em cima disto para criar a música. 

Explique para nós o que é music sound design.

Music sound design é um termo contemporâneo que descende de um conceito antigo. A ideia básica do sound design é criar ou "desenhar" sonoridades novas através sons criados eletronicamente ou utilizando objetos reais de forma não convencional. Isto sempre foi muito explorado no cinema, principalmente em filmes de ficção científica, onde se inventa um som que não existe, como de uma arma laser ou um disco voador, por exemplo. 

Nos últimos anos, com a onipresença da tecnologia digital na produção musical, o conceito de sound design se ampliou e entranhou-se na música também. O uso de instrumentos eletrônicos nos anos 60 e 70 evoluiu para a música contemporânea, permitindo utilizar todo e qualquer som, produzido pelo mais diferente processo imaginável e amparado pela tecnologia digital. Estes timbres são "desenhados" a partir de elementos diversos, como sintetizadores ou sons orgânicos manipulados. Music Sound Design é o nome dado a este trabalho de criar timbres e efeitos sonoros para utilização como matéria-prima em uma composição musical.