Paciente: Sexo feminino. Vinte anos.
Estresse pós-traumático. Alucinações visuais.
Avistamentos de um vulto, o "homem grande".
Cartas de tarô, de origem desconhecida.
Muda.
Mora só.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

HQ de Kassandra concorre em prêmio em São Paulo


Kassandra, Versos do Silêncio e da Loucura está concorrendo ao prêmio Miolo(s), da Biblioteca Mário de Andrade, a principal biblioteca pública de São Paulo. A história, narrada em versos, se baseia no curta Kassandra, de 2013, dirigido por Ulisses da Motta. A graphic novel é de Roger Monteiro, que assina o roteiro do filme. 

O evento acontece em novembro na capital paulista. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

HQ de Kassandra na Academia Brasileira de História em Quadrinhos


Nosso roteirista (e autor da graphic novel Kassandra, Versos do Silêncio da Loucura), Roger Monteiro, surgiu com uma boa notícia. A revista baseada no curta foi integrada ao acervo da Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos. Ele publicou o seguinte em seu perfil do Facebook: 

"Kassandra, Versos do Silêncio e da Loucura, agora faz parte do acervo permanente da Academia Brasileira de História em Quadrinhos. Minha garota-doida-muda-homicida favorita e eu estamos muito felizes em fazer parte dessa iniciativa. E a revista continua a venda online aqui: http://www.livrariacultura.com.br/p/kassandra-5173253 e em várias outras livrarias em Porto Alegre, São Paulo e São Leopoldo".

Saiba mais sobre a graphic novel aqui

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Onde comprar a graphic novel de Kassandra



Atualizando os pontos de venda da HQ Kassandra, Versos do Silêncio e da Loucura:

Porto Alegre: 
  • Palavraria Livros e Cafés (Vasco da Gama, 165, Bom Fim)
  • Livraria Cultura - Espaço Geek (Shopping Bourbon Country)
São Paulo:
  • O Cara dos Quadrinhos (Galeria do Rock, Segundo Andar, Loja 329)
São Leopoldo:
  • Noble Book (Esquina da Conceição com Marquês do Herval, Centro)
É também possível encomendar via Internet pelo site da Cultura (aqui) ou diretamente com Roger Monteiro, o autor da HQ, através do e-mail roger@cda.com.br.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como comprar a graphic novel Kassandra


Depois do lançamento oficial no último dia 5 de novembro, muita gente quer saber como adquirir um exemplar da graphic novel Kassandra, Versos do Silêncio e da Loucura, baseada no curta.
Pois bem! Ela já está disponível à venda na Palavraria Livros e Cafés (Vasco da Gama, 165, Bom Fim, Porto Alegre) e, a partir deste fim de semana, no Espaço Geek da Livraria Cultura (Shopping Bourbon Country, Porto Alegre). Em breve, anunciaremos mais lojas.
Quem quiser encomendar via Internet, pode entrar em contato diretamente com Roger Monteiro, o autor da HQ, através do e-mail roger@cda.com.br.
Quem for do Vale do Sinos pode entrar em contato com o diretor do filme, Ulisses da Motta Costa, para comprar seu exemplar.
Para finalizar, uma novidade: os apoiadores do financiamento coletivo que possibilitou que o curta Kassandra fosse realizado receberão, de forma gratuita, uma versão online exclusiva da graphic novel como bônus por toda a força que nos deram.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Lançamento da HQ Kassandra - Versos do Silêncio e da Loucura



Enfim, está confirmado: dia 5 de novembro, às 20:00, no saguão da Sala P.F. Gastal, no Gasômetro, acontecerá o lançamento de Kassandra, Versos do Silêncio e da Loucura, versão em quadrinhos do curta-metragem Kassandra

O evento será parte integrante da 60ª Feira do Livro de Porto Alegre. Junto ao lançamento da revista, que estará à venda com preço especial para o evento, acontecerá uma sessão comentada de Kassandra, com entrada franca. Tudo isso com o apoio etílico da Cervejaria Coruja.

A graphic novel Kassandra, Versos do Silêncio e da Loucura foi escrita e desenhada por Roger Monteiro, roteirista do curta, em cima de stills do filme. Saiba mais sobre a criação da HQ aqui

Estejam convidados!

O quê: Lançamento de Kassandra, Versos do Silêncio e da Loucura
Onde: Sala P.F. Gastal, no Gasômetro.
Quando: Dia 5 de novembro (uma quarta-feira), às 20 horas.
O que vai ter: a revista com preço especial, sessão comentada do curta Kassandra e Cerveja Coruja!
Entrada Franca.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Kassandra vira Graphic Novel!




Estamos devendo algumas novidades, certo? Não estamos mais: em breve, lançaremos uma versão em HQ de Kassandra! Sim, nossa heroína muda saiu da tela direto para uma graphic novel com arte e texto assinados pelo roteirista do curta, Roger Monteiro.

A ideia vem sendo gestada e desenvolvida desde o ano passado. Tendo como base os planos do filme, Roger (que também é artista gráfico e designer) começou a desenvolver o projeto de forma autônoma e independente. Ele mesmo admite que foi uma forma de se manter um pouco mais ligado à personagem. "É fácil se apegar a ela, principalmente quando você tem uma predisposição a se interessar por garotas doidas e malvadas em preto e branco", diz.  

Kassandra, A Graphic Novel será um pouco diferente da versão do filme, já que ela tenta recontar a história sob o ponto de vista da personagem. A distinção começa pelo visual: o curta é em preto-e-branco, mas a HQ terá cores. "Não cores realistas, mas algo de sonho, quase lisérgico", comenta Roger. Além disso, Kassandra também agora se expressa verbalmente, pelo menos em texto. "Na verdade, temos acesso aos pensamentos da personagem, que são apresentados em versos, rimados, que fazem com que eles gerem um fluxo de consciência". 

O trabalho de transformar os takes do filme em imagens com grafismos e de escrever o texto rimado começou em dezembro de 2013. Em breve, a HQ terá um lançamento oficial em versão digital e terá distribuição online. Aguarde a data!

Veja algumas das artes da HQ e, mais abaixo, uma entrevista com Roger Monteiro (com uma informação crucial na última resposta):



 


Roger, por que fazer uma HQ de Kassandra?

Roger Monteiro: À medida em que foram acontecendo exibições públicas do filme, eu comecei a criar alguns splashes gráficos para divulgá-las, sobretudo na minha página pessoal do Facebook e, como se tratava de um material não-oficial de divulgação de Kassandra, tomei uma série de liberdades estéticas e reinterpretei alguns dos seus elementos. Primeiramente, me mantive no preto e branco, depois, passei a usar algumas pinceladas de vermelho - o que aumentou a carga dramática dessas imagens - e, por último, por ocasião da sessão dupla com A Princesa, na Feira do Livro de 2013, experimentei trazer para essas peças alguma cor. Não cores realistas, mas algo de sonho, quase lisérgico, algo que conflitasse um pouco com a fotografia realista do filme.

E gostei tanto do resultado que passei a me perguntar se esse tipo de trabalho cromático não poderia ser, de alguma forma, aplicado ao próprio filme. É claro que, àquela altura das coisas, isso não seria possível, então resolvi produzir um suporte próprio para explorar essa estética, e nasceu a ideia da história em quadrinhos.

Explique como tecnicamente a HQ está sendo feita: como transformar o filme em imagens e texto.

Roger: Os quadrinhos estão sendo editados sobre frames do próprio filme. Comecei isolando 325 frames do corte definitivo de Kassandra, de modo a ter o que seria o esqueleto estático da narrativa em movimento. A partir daí, se tornou uma questão de editar esses frames graficamente para consolidar uma nova estética em que a narrativa continuasse funcionando. Se no filme, conseguimos alcançar a claustrofobia e a angústia que queríamos transmitir através da ausência de fala e da música, nas páginas dos quadrinhos - silenciosos por natureza - eu precisaria de um outro elemento para cumprir essa função, e, por isso, a Kassandra do quadrinho “fala”. Na verdade, temos acesso aos pensamentos da personagem, que são apresentados em versos, rimados, que fazem com que eles gerem um fluxo de consciência em que raramente existem pausas para uma respiração maior, já que as rimas se encaixam umas nas outras.

Em outras palavras, o que na tela conseguimos pelo silêncio, nas páginas eu consigo - ou espero conseguir - por essa verborragia mental da Kassandra. Um outro aspecto que surgiu ao longo da coisa toda foi que, já que estamos lidando com a visão da Kassie sobre os fatos, e estamos tratando com uma garota com sérias perturbações mentais, eu achei que poderia ser interessante materializar os sentimentos dela enquanto grafismos, enquanto distorções visuais que dialogam com o que ela sente a respeito dos outros e a respeito de si mesma. Isso, em algumas horas, nos leva à presença de criaturas disformes, monstruosas ou extremamente delicadas e etéreas, o que dá uma forma instável a praticamente todas as personagens.

Como que essa graphic novel se envolve com o universo do filme? Kassandra pode gerar mais obras artísticas para além do curta?

Roger: Quando fechamos o roteiro de Kassandra deixamos lacunas para gerar ruídos e interpretações, mas nunca pensamos que elas iriam tão longe. Ao longo das exibições, as pessoas trazem até nós teorias elaboradas, mirabolantes, estapafúrdias mas sempre muito ricas. O fato de eu ter escrito o roteiro não faz com que eu me torne imune a isso e algumas das minhas próprias visões sobre o filme foram mudando com o tempo. De certa forma, os quadrinhos estão aí para cristalizar as minhas interpretações pessoais e dar algumas respostas para algumas perguntas. É claro que, ao fazer isso, eu acabo criando outras lacunas e a coisa toda recomeça.

É a mesma história, mas a abordagem é diferente. Se Kassandra, o filme, se dá em uma terceira pessoa onisciente, Kassandra, os quadrinhos, acontecem no nível da primeira pessoa. É a versão da Kassie - a minha - sobre os fatos, ou pelo menos sobre o que ela pensa - eu penso - que são os fatos. Se outras obras podem nascer desse universo? Sempre. Por que não os diários do Terapeuta? Por que não um soft porn com os delírios sexuais do Vizinho? Talvez até o Homem Grande pudesse vir a se expressar de alguma forma. Basta alguém se dispor a realizar.

É verdade que a HQ começou porque tu tinhas dificuldade de se desvincular da Kassandra?

Roger: Sim. Apesar de eu ter sido acusado em público pelo diretor do filme de ser um criador relapso, houve dois momentos de envolvimento com a história toda. O primeiro, é claro, foi durante a escrita do roteiro. Depois, me afastei, e só retornei quando o filme já estava pronto. Foi quando eu conheci a Kassandra de verdade. A partir daí e, principalmente, por conta de todo o envolvimento com a história do filme em Gramado e com todas as outras exibições que se seguiram, e de tanto discutir, debater e conjecturar com as pessoas, sobre as lacunas que mencionei, e de começar a brincar graficamente com as imagens do filme para os splashes, sobre os quais eu também já falei, eu me apeguei muito à Kassie - ao ponto de começar a chamá-la por esse apelido. E é fácil se apegar a ela, principalmente quando você tem uma predisposição a se interessar por garotas doidas e malvadas em preto e branco. Kassie, ao seu modo, é herdeira de toda uma linhagem de femmes fatales do cinema. Eu adoro femmes fatales.

E, para finalizar, eu só queria deixar uma pequena provocação: o final da história em quadrinhos é diferente.